domingo, 16 de abril de 2017

O que a Ayahuasca faz no cérebro: cientistas parecem ter finalmente descoberto


 ESCRITO PORTIAGO FERREIRA

Você sabe o que é a Ayahuasca? Muito utilizada por indígenas e em rituais religiosos, a Ayahuasca é uma erva consumida como chá por adeptos de religiões como Santo Daima e União do Vegetal. Acredita-se que a Ayahuasca tenha poderes que proporcionam o autoconhecimento e a limpeza total das impurezas do corpo.
Acontece que, segundo uma pesquisa realizada pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e pelo Idor (Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino), os benefícios da erva ainda vão além. O resultado da pesquisa mostrou que é possível que uma substância da Ayahuasca estimule o crescimento dos neurônios, especialmente na regeneração das células nervosas.
Se isso for realmente comprovado, significa que a substância interfere positivamente em nossas memórias, já que atua no hipocampo.

Harmina: substância em prol da memória

Os cientistas brasileiros isolaram a harmina, um dos principais componentes da Ayahuasca. Estudos anteriores mostraram um potencial terapêutico da substância contra a depressão e a ansiedade.
As novas pesquisas, porém, estudaram a atuação da harmina em células neurais humanas. Para isso, concentraram as células geradoras dos neurônios em laboratório. A substância da Ayahuasca foi obtida por processos químicos.
Após quatro dias em contato com as células neurais, a harmina aumentou a proliferação das células que produzem os nossos neurônios em mais de 70%.
“Nossos dados demonstram que a harmina é capaz de gerar novas células neurais humanas, semelhantemente ao observado com medicamentos antidepressivos disponíveis no mercado, mas cujos efeitos colaterais são muitas vezes indesejáveis”, disse Stevens Rehen, do Idor e um dos coautores do estudo, publicado na revista científica norte-americana PeerJ.



Cuidados com o chá de ayahuasca



efeito positivo da substância da Ayahuasca no neurônio depende da reação de uma proteína conhecida como DYRK1A.
A fabricação dessa proteína é comandada por um gene ativo no cérebro de pessoas com Síndrome de Down e Mal de Alzheimer. Isso significa, segundo os pesquisadores, que essa descoberta pode abrir precedentes para um possível efeito terapêutico da harmina nesses pacientes.
Eles avaliam usar essa substância em medicamentos que costumam ser utilizados contra a depressão. Mas, ressaltam que não há garantias que a bebida do Chá de Santo Daime traga os mesmos benefícios para os neurônios que a substância isolada.
É que quando as moléculas que formam a Ayahuasca interagem, podem causar uma ação diferenciada, inclusive anular os benefícios da harmina. É frequente, por exemplo, relatos de pessoas que têm vômitos e diarreias por conta do consumo da Ayahuasca, além da indução de visões e experiências auditivas, já que se trata de um alucinógeno.
Ainda há muitas pesquisas em andamento para avaliar como o cérebro realmente reage à Ayahuasca, historicamente utilizada por mais de 400 tribos indígenas em toda a América do Sul.
fonte:http://www.vix.com/pt/

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