domingo, 25 de setembro de 2016

A visão científica sobre Ayahuasca

A visão científica sobre Ayahuasca



A AYAHUASCA é resultado da decocção de duas plantas, um cipó de nome Jagube (Banisteriopsis Caapi) e a folha de um arbusto de nome Chacrona (Psicotria Viridis), portanto, nosso tratamento é de caráter fitoterápico e complementar, contudo, em nossa experiência asseguramos que é possível, em apenas um Ritual de uma noite o indivíduo se libertar do vício químico, orgânico e mental. Elucidamos ainda que PESQUISAS CIENTÍFICAS sobre a AYAHUASCA afirmam que esta substância NÃO causa dependência e nenhum malefício ao organismo humano e ao aparelho psíquico, o que pode ser comprovado através de diversos estudos que serão expostos neste site e também por decisões do CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS – CONAD, como as RESOLUÇÕES Nº 05 de 04 de novembro de 2004 e N° 01 de 26 de janeiro de 2010 , informações que podem ser confirmadas pelo Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e Presidente do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas, GENERAL DE EXÉRCITO JORGE ARMANDO FELIX ou o SECRETÁRIO EXECUTICO DO CONAD, GENERAL DE DIVISÃO PAULO ROBERTO YOG DE MIRANDA UCHÔA.

A Ayahuasca não causa dependência fisiológica ou comportamentos associados à dependência como abstinência, comportamento de abuso ou perda social, devido ao sistema serotoninégico. Não se observa deterioração física ou psicológica com o uso regular (Callaway et al. 1999).

Você sabia que uma substância que tem em sua composição bioquímica Dimetiltriptamina (DMT), ela precisa de no mínimo 2% de DMT em sua farmacologia para ser enquadrada como droga alucinógena?

A AYAHUASCA tem 100 vezes menos DMT do que é estipulado pela CIÊNCIA: sua composição farmacológica padrão é de 0,02% de DMT, portanto de acordo com os parâmetros científicos internacionais, a Ayahuasca não pode ser considerada droga, de tal forma que não consta da lista de substâncias proscritas da Organização das Nações Unidas – ONU
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A VISÃO CIENTÍFICA SOBRE AYAHUASCA
Rodrigo Borges de Avó – biólogo
Introdução

A terminologia da palavra “ayahuasca” apresenta muitos significados, sendo os mais peculiares: “chicote da alma” e “pequena morte” (LAKOTAS, 2007).

Os primeiros relatos europeus desta bebida foram feitos pelos jesuítas, que a

descreveram como uma “bebida diabólica”, possívelmente por sua propriedade psicoativa. A utilidade desta decocção só foi descrita para os europeus por Richard Spruce, em 1873 (CALLAWAY, 2005a).

Ayahuasca, Daime ou “Vinho das Almas” é a bebida resultante da decocção de duas plantas nativas da Amazônia : jagube – Banisteriopsis caapi [(Spruce ex Griseb.) C.V. Morton] , liana da família Malpighiaceae; e chacrona – Psycotria viridis (Ruiz & Pav.), arbusto da família Rubiaceae, que pode chegar a três metros de altura, do qual se utilizam apenas as folhas (Freitas, 2002).

Farmacologia

O B. caapi contém β-carbolinas como harmina, tetrahidroharmina, e harmalina (inibidores da enzima monoaminoxidase-MAO). Já a Psycotria viridis contém principalmente N,N-dimetiltriptamina (DMT), agonista de receptores serotoninérrgicos 5-HT2A (McKenna et al., 1984).

Mesmo sendo um potente psicoativo, a N,N-dimetiltriptamina é inativa em doses de até um grama por via oral, provavelmente devido à degradação pela enzima MAO do trato gastrintestinal e fígado (McKenna, 2004). Porém, quando a DMT se combina com os inibidores da enzima MAO, como as β-carbolinas, se torna capaz de atingir o sistema circulatório e o sistema nervoso central, produzindo seus efeitos psicoativos (McKenna et al., 1984), sendo efeito da DMT a hiperativação prolongada das funções cerebrais de percepção (perceptivas), de conhecimento (cognitivas) e de memória, que representam a base do psiquismo humano, no que diz respeito aos aspectos operativos da consciência: conhecer, compreender e memorizar ou recordar (Freitas, 2002).

A inibição dos dois sistemas, MAO e reabsorção de serotonina, pelas β- carbolinas presentes no jagube, podem resultar em elevados níveis de serotonina no cérebro (McKenna et al., 1998).

Ausência de dependência

A droga-adição é uma enfermidade crônica caracterizada por forte compulsão em adquirir e consumir uma determinada droga psicoativa e por alta incidência de recaída após períodos prolongados em abstinência (Koob, 2000; Nestler, 2002; White, 2002; Kalivas et al., 2003). Sem dúvida a dopamina é a molécula mais diretamente implicada na dependência às drogas de abuso, principalmente atuando na via mesolímbica dopaminérgica, conjunto de neurônios dopaminérgicos que se originam na área tegmentar ventral e projetam-se para o núcleo acumbens e córtex pré-frontal (Koob, 2000; White, 2002; Nestler, 2002; Wise 2002). Ainda, sabe-se que o sistema serotoninérgico modula ativamente o funcionamento da sinalização dopaminérgica (Vengeliene et al., 2008). Neste sentido, a manipulação farmacológica do sistema serotoninérgico representa um importante alvo terapêutico no contexto da dependência química.

A Ayahuasca não causa dependência fisiológica ou comportamentos associados à dependência como abstinência, comportamento de abuso ou perda social, devido ao sistema serotoninégico. Não se observa deterioração física ou psicológica com o uso regular (Callaway et al. 1999). Diferentemente do álcool, da cocaína e anfetamina, que utilizam do sistema dopaminégico, causando elevados níves de prazer

Ausência de intoxicação

Do ponto de vista metabólico, níveis de serotonina aumentam depois da inibição da MAO, estimulando o nervo vago do cérebro, o qual inerva o trato digestivo. Evacuação do trato digestivo superior e inferior pode ocorrer com ingestão de doses excessivas de Ayahuasca, o qual é um reflexo natural que atua como um falso mecanismo de defesa contra a possibilidade de uma “overdose” fatal neste caso (CALLAWAY, 2005b), dificultando ainda mais a ingestão da dose letal.

Dose letal é a quantidade de uma substância que uma vez ingerida leva ao óbito, sendo que na Ayahuasca esta dose é de 7,8 litros. Para fins de comparação, a dose letal da água pura é de 10 litros; a do suco de maracujá, 8 litros e a do uísque e da cachaça brasileira, 1 litro. Vale ressaltar que em um ritual de consciência ampliada de 12 horas, em determinados institutos é ingerido no máximo 200mL da bebida (LAKOTAS, 2007).
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Alucinações ou visões?



Segundo o ponto de vista farmacológico, a DMT, LSD, mescalina e a psilocibina são considerados alucinógenos de primeira classe (DITTTRICH, 1998), pois, estes são agonistas dos receptores 5-HT2A, ocorrendo alucinações.

A DMT está presente em tecidos de mamíferos, animais marinhos e anfíbios. Nos seres humanos é uma substância endógena encontrada no sangue, urina e no fluído cérebroespinhal. Possivelmente liberada pela glândula pineal, a DMT é produzida em estados profundos de meditação, no nascimento e em experiências de quase morte (STRASSMAN, 2001).

As β- carbolinas podem apresentar alguma psicoatividade, e podem contribuir para a atividade psicotrópica em geral proporcionada pelo Daime, porém é provavelmente incorreto caracterizar as propriedades psicotrópicas das β-carbolinas como alucinógenas ou psicodélicas (SHULGIN et al., 1997). Em dose regular de Ayahuasca, as β- carbolinas estão abaixo do limiar de sua dose alucinogênica (MCKENNA, 2004).

Alguns autores consideram que o uso do termo “alucinógeno” para a Ayahuasca não é apropriado, pois esta manifesta visões, e não alucinações. Porém, é necessário mais estudos para haver melhor classificação.

Propriedades teraupêuticas

Na última década tem sido verificado um interesse particular quanto à utilização da bebida para fins terapêuticos. Estes trabalhos baseiam-se no fato de que a Ayahuasca, embora potencialmente psicoativa, não apresenta outros efeitos adversos importantes. De fato, em um estudo comparativo, Gable constatou que entre a codeína, mescalina ou metadona, a DMT é o composto que possui uma maior janela terapêutica. Além disso, diferente da codeína ou metadona, a DMT tem potencial mínimo de causar dependência química (Gable, 2007). Ainda Doering-Silveira e colaboradores constataram que adolescentes que utilizavam Ayahuasca num contexto religioso não apresentaram prejuízos de desempenho em testes de atenção rápida, procura visual, sequenciamento, velocidade psicomotora, habilidades visuais e verbais, memória e flexibilidade mental (Doering-Silveira et al., 2005).

Segundo McKenna, a análise da personalidade dos indivíduos experimentais (com Ayahuasca) tendiam a ser pessoas mais seguras, calmas, dispostas, alegres, emocionalmente maduras, ordeiras, persistentes e confiantes em si mesmas em relação aos indivíduos do grupo controle (Mckenna et al., 1998).

Os potenciais terapêuticos já foram relatados por diversos autores, no caso de terapia para vícios (abuso de álcool, tabaco, anfetaminas etc), como em alguns tratamentos de desordens psiquiátricas, tais como alcoolismo, depressão, autismo, esquizofrenia, desordem de déficit de atenção por hiperatividade, demência senil, são baseados em certas substâncias presentes na Ayahuasca capazes de modular a expressão dos genes dos transportadores de serotonina (McKenna, 2004).

O uso terapêutico do “Vinho das Almas” tem sido estudado por alguns grupos de pesquisadores que verificaram que o consumo agudo da bebida, embora não altere de forma significativa os sintomas de pacientes com transtorno de ansiedade generalizada, minimiza drasticamente os sintomas de pacientes com síndrome do pânico (Santos et al., 2007). Ainda, em um estudo recente realizado no Hospital Universitário da Universidade de Harvard, foram questionados 40 usuários que utilizavam Ayahuasca semanalmente. Dentre destes, 19 usuários possuíam critérios para transtornos psiquiátricos. Foi constatada uma remissão parcial dos sintomas psiquiátricos em 24% destes pacientes, sendo que 32% dos 19 participantes acreditaram que a diminuição dos sintomas estava relacionada à questão religiosa associada ao uso da Ayahuasca. O achado mais interessante foi que dos 40 participantes do trabalho, 60% apresentavam histórico de dependência ao álcool ou outras drogas de abuso. Ainda, considerando a amostra com problema de dependência, 55% relataram remissão total dos sintomas e 21% acreditavam que a “cura” foi decorrente dos aspectos religiosos associados ao uso da Ayahuasca (Halpern et al., 2008).

O transtorno afetivo genericamente denominado de “depressão” é caracterizado por sentimentos de tristeza, autodepreciação, desvalorização, abandono, culpa, desesperança, ideias de suicídio, apatia, incapacidade de sentir prazer, angústia, “vazio emocional” e alterações físicas como transtornos de sono, apetite e função sexual, indigestão, boca seca, palpitações, tremor, sudorese, dificuldade de concentração, dificuldade respiratória, dor, etc (Graeff e Brandão, 1999). Este fenômeno possui relações com a psiquiatria, genética, psicologia experimental, psicofarmacologia, neuroquímica, neurofisiologia e biologia molecular, o que corrobora suas possíveis bases neurobiológicas (Santos, 2006).

O tratamento farmacológico da depressão tem utilizado várias substâncias nos últimos anos, entre elas, os inibidores da monoamino oxidase (IMAO’s), os antidepressivos tricíclicos e os inibidores seletivos da recaptação de serotonina. Os IMAO’s são antidepressivos que inibem irreversivelmente ou reversivelmente a MAO-A, que desamina preferencialmente noradrenalina e serotonina, ou a MAO-B, que, por sua vez, desamina a beta-feniletilamina e benzilamina, aumentando as concentrações destas substâncias no cérebro. A principal ação farmacológica dos antidepressivos tricíclicos é a capacidade de bloqueio da recaptação neuronal de monoaminas cerebrais, entre elas, a serotonina e a noradrenalina. Os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina impedem o retorno deste neurotransmissor para o neurônio pré-sináptico, fazendo com que a serotonina permaneça mais tempo na fenda sináptica, ou seja, age como um agonista serotoninérgico indireto. As três classes de antidepressivos possuem a capacidade de aumentar as concentrações da serotonina no cérebro, por meio do bloqueio de sua recaptação ou da inibição de sua desaminação (Santos, 2006).

O fato da Ayahuasca possuir em sua composição química alcalóides capazes de inibir a monoamino oxidase (harmina, tetrahidroharmina e harmalina), a recaptação seletiva de serotonina (tetrahidroharmina) e de mimetizar a ação deste neurotransmissor (DMT), propriedades compartilhadas por diversas substâncias usadas no tratamento farmacológico depressão, levanta-se a possibilidade de melhora destas patologias com o uso da Ayahuasca (Santos, 2006).

Pelo exposto, torna-se claro que a Ayahuasca apresenta potencial terapêutico para dependência química e depressão. O uso de certas plantas para o tratamento de dependentes químicos já vem sendo aplicado por alguns anos, como no caso da Tabernanthe iboga cujo princípio ativo é a ibogaína, utilizada para tratamento de dependentes de heroína, cocaína, anfetamina e álcool (Hittner e Quello, 2004).

Considerações finais:

É responsabilidade do “Padrinho”, líder espiritual do instituto, tomar as devidas precauções, como de não ingerir Ayahuasca em casos de mulhers grávidas acima de três meses, cirurgias próximas, uso de medicamentos restritos, histórico de distúrbios mentais, hepatite, bem como pessoas debilitadas físicamente.

Por fim, não se deve utilizar ou misturar drogas com Ayahuasca.





CRONOLOGIA DA AYAHUASCA

2000 A.C. - Há evidências arqueológicas, através de potes e desenhos, que levam a crer que o uso de um chá, feito da PLANTA MESTRA, era conhecido entre os povos do continente desde pelo menos 2.000 A.C..

Século XIII - O inca Manco Capac funda Cuzco (que significa "O Umbigo do Mundo"), capital do Império e estabelece um Estado Teocrático Absolutista. Não se sabe ao certo se aprendeu com os nativos da floresta ou se introduziu o costume de tomar um misterioso CHÁ, reservado apenas aos nobres de sua corte.

Século XVI - Há relatos de que os espanhóis e portugueses observaram a utilização de bebidas na cultura indígena e recriminaram-na: "quando bêbados, perdem o sentido, porque a bebida é muito poderosa; por meio dela comunicam-se com o demônio, porque eles ficam sem julgamento e apresentam várias alucinações que eles atribuem a um deus que vive dentro destas plantas". (Guerra, 1971). No BRASIL começa para os habitantes nativos do litoral atlântico o GRANDE BALANÇO. A primeira coisa que ocorre é a restrição da LIBERDADE religiosa.

BRASIL COLONIA DE PORTUGAL

1500 - Pedro Álvares Cabral chega ao BRASIL em nome da Igreja Católica Apostólica Romana e inicia a cristianização e a escravização dos povos nativos. No período português do povo brasileiro existiam duas possibilidades: ser livre ou ser escravo, e a liberdade era então somente a do cristão, o que fez surgir o sincretismo religioso.

1533 - Os espanhóis chegam ao Império Inca. Conta a lenda que o inca HUASKAR se refugiou na Floresta Amazônica e levou a receita do misterioso CHÁ. Depois de sua morte, a PLANTA MESTRA passou a ser conhecida como Aya (alma de) Huaskar (chicote), ou seja, Ayahuaska, ou Ayahuasca.

1591 - 1ª visitação da Inquisição no Brasil (BA-PE). Haverá outras em 1618 e 1769. Alguns réus irão para a fogueira em Portugal.

1616 - O uso da Ayahuasca é condenado pela Santa Inquisição.

Século XVII - As missões jesuítas informam a corte portuguesa sobre a existência de "poções diabólicas" feitas pelos índios do Amazonas.


BRASIL IMPÉRIO
1840 - A Harmalina é isolada da planta Peganum Armala em laboratório na Europa.

1849 - O botânico inglês Richard Spruce remete às escondidas para o "Jardim Botânico de Kew" da Inglaterra, mudas de algumas das 11 espécies da SERINGUEIRA. De 1849 a 1864 viajou intensamente através da Amazônia brasileira, venezuelana e equatoriana, para montar um inventário da variedade de espécies de plantas lá encontradas (Schultes and Raffauf, 1992). Spruce fez grande número de descobertas valiosas, incluindo Hevea, os genes da Seringueira e Cinchona, da qual o quinino é derivado e usada pelos nativos da floresta para se fazer bola. Identificou também uma das fontes primárias de uma poderosa destilaria de alucinógenos usada por indíos Mazan e Zaparo, chamada ayahuasca ("vinho das almas " ou "vinho dos mortos", na língua quechua).

1851 - Richard Spruce percorre o Rio Negro no interior do Estado do Amazonas e constata que os nativos Tucanos usam a planta Caapi, que ele classifica como pertencente à ordem das Malpigiáceas e ao gênero das Banisterias.

1858 - Spruce encontra a mesma planta sendo usada na tribo Guahibo, na margem superior do rio Orinoco, na Colômbia e Venezuela e, no mesmo ano, entre os Záparos dos Andes peruanos, que denominavam-na Ayahuasca. Villavincencio é o primeiro a descrever o misterioso chá no Rio Napo, na Amazônia equatoriana.

1886 - Simson's é o primeiro a observar a mistura das plantas na cocção da Ayahuasca.


BRASIL REPÚBLICA

1891 - A REPÚBLICA no Brasil introduz o princípio de separação entre a Igreja e o Estado. O Marechal Deodoro da Fonseca, chefe provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, constituído pelo Exército e pela Armada, em nome da Nação, decreta:
Art. 1º - É proibido à autoridade federal, assim como à dos Estados federados, expedir leis, regulamentos ou atos administrativos estabelecendo alguma religião ou vedando-a, e criar diferenças entre os habitantes do Brasil, por motivo de crenças, opiniões filosóficas ou religiosas.

1903 - Ocupação brasileira do território do Acre, que pertencia à Bolívia. Chegam homens vindos dos estados do Ceará e do Maranhão, os soldados da borracha, para a extração do látex. Entram em contato com os nativos.

1902 - O exército de seringueiros de Plácido de Castro toma Xapuri.

1903 - Rebeldes acreanos de Plácido de Castro tomam Puerto Alonso da Bolívia.

1905 - A "telepatina" - outro nome da harmina - é identificada como o "yajé" dos índios (Zerda e Bayon).

1907 - O Marechal Rondon, do Exército Brasileiro, chega às regiões da fronteira amazônica.

1909 - O português António Olívio Rodrigues funda, em 27/6/1909, o Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, em São Paulo, sob influência do pensamento filosófico Martinista, criado pelo ocultista Papus. A.O.R. Introduz então cursos esotéricos e faz a distribuição de livros sobre ocultismo e astrologia por correspondência, uma novidade para época.

1909 - Rondon conclui a ligação telegráfica do Amazonas (997 km de selva).

1912 - Raimundo Irineu Serra migra para o Acre, vindo do Estado do Maranhão. Lá atua como seringueiro, soldado da Guarda Territorial, e já é conhecido CURADOR.

1913 - Em Brasiléia (fronteira com o Peru), Irineu experimenta a Ayahuasca com nativos.

1915 - Perto de CUSCO, ex-capital do Império Inca, Mestre Irineu recebe do plano astral o seu primeiro ÍCONE, que chama de Hino.

1918 - Irineu Serra é reconhecido pelo xamã peruano Dom Crescêncio Pizango, em uma sessão de Ayahuasca, como sendo o herdeiro do conhecimento do inca Huaskar. Segundo Pizango, Mestre Irineu era a pessoa que estava em condições espirituais de revolucionar a Ayahuasca no mundo.

1920 - Surge a primeira igreja oficial do Santo Daime na cidade de Rio Branco, capital do Acre, no bairro hoje conhecido como Alto Santo. Mestre Irineu urbaniza a planta sagrada e lhe dá um novo nome: SANTO DAIME.

1931 - A N. N. Dimetiltriptamina (DMT) é sintetizada e identificada como outro alcalóide deste chá.

1934 - A nova Constituição Brasileira declara: Art. 113, prg. 4: É inviolável a liberdade de consciência e de crença e garantido o livre exercício dos cultos religiosos, desde que não contravenham à ordem pública e aos bons costumes. As associações religiosas adquirem personalidade jurídica nos termos da lei civil.

1943 - José Gabriel da Costa, capoeirista, ex-soldado, seringueiro, vem da Bahia para o Acre.

1945 - Daniel Pereira de Matos, músico, poeta e amigo de Mestre Irineu, funda a Capelinha, depois Capelinha de São Francisco e, finalmente, BARQUINHA, no estado do Acre, em Rio Branco.

1955 - A N. N, Dimetiltriptamina (DMT) é identificada como substância natural na planta Piptadenia peregrina (Anadenanthera peregrina).

1957 - Hochstein e Paradies encontram, além de Harmina, a Harmalina e a Tetrahidroharmina na Planta Mestra.

1959 - José Gabriel da Costa encontra a Ayahuasca pelas mãos de um seringueiro chamado Chico Lourenço, em Colocação de Capinzal, na fronteira com a Bolívia.

1961 - José Gabriel da Costa, em Porto Velho, no Estado de Rondônia, funda no dia 22 de julho a UDV - União Do Vegetal - adotando o nome Hoasca para a planta.

1975 - Sebastião Motta registra a entidade religiosa e filantrópica denominada CEFLURIS - Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra, no Estado do Amazonas.

1982 - A Sede Central da UDV sai de Rondônia e se fixa em Brasília.

1985 - O CONFEN, Conselho Federal de Entorpecentes, constitui um grupo multidisciplinar de trabalho com o objetivo de analisar sob o ponto de vista médico-farmacológico, jurídico e social o uso do chá em rituais religiosos.

1987 - O uso da Ayahuasca dentro de contexto religioso começa a ser estudado para futuro reconhecimento no Brasil.

1988 - Na CARTA MAGNA, a Constituição de 5 de outubro de 1988, é mantida a determinação de liberdade religiosa, no artigo 5º.

1991 - As entidades que utilizam o chá assinam a "CARTA de Princípios dos USUÁRIOS", em Brasília.

1992 - O CONFEN, depois de sete anos de pesquisa, por unanimidade de votos de seus integrantes, decide liberar o uso religioso do Chá em todo o território nacional.

2004 - O CONAD em 4/11/2004 emite parecer reconhecendo a legitimidade, juridicamente, do uso religioso da Ayahuasca (Diário Oficial da União, Edição 214, Seção 1, 08/11/2004, pg. 8).
2006 - O Seminário da Ayahuasca em Rio Branco do Acre, organizado pelo CONAD, conta com a presença de inúmeras autoridades e elege o GMT (Grupo Multidisciplinar de Trabalho para os Estudos da Ayahuasca), que por sua vez cumpre a resolução de realizar um cadastro nacional das entidades que fazem uso da Ayahuasca e a confecção do Relatório Final (Documento de Deontologia), que foi assinado em 23 de Novembro.
2010 - O CONAD em 25/01/2010 dá a chancela governamental ao Relatório Final do GMT ao publica-lo na integra em sua Resolução N.1, na página 58 do Diário Oficial da União de N. 17.


AYAHUASCA - UMA PLANTA DE PODER 

por: ANA VITÓRIA http://www.universomistico.org/s/uma-planta-de-poder.html

Neste texto buscamos responder às dúvidas e perguntas mais freqüentes daqueles que trilham pelos caminhos da Ayahuasca. Pensamos que a leitura deste documento possa ajudar a aclarar o PORQUE de algumas de nossas mais essenciais convicções como:

- Ayahuasca não é droga, não vicia, não causa dependência física ou psicológica, nem “alucinações”;

- Ayahuasca está associada a inúmeros casos de cura de vícios, de dependência de álcool e drogas, e de recuperação da saúde;

- Ayahuasca é uma via de auto-centramento, fortalecimento da psique, segurança, auto-estima, firmeza, otimismo e paz interior.

- A Ayahuasca age como um estupendo facilitador, de compreensão da existência das camadas profundas dos "impulsos de vida" e "impulsos de morte", nos permitindo dialogar com o seu centro inteligente, e seus desdobramentos energéticos no plano espiritual, ou seja “invisível “ mostrando e ajudando a eliminar profundas camadas psicológicas e espirituais de nosso SER, através de ações musculares de contração e relaxamento, chamadas de PURIFICAÇÃO ou limpeza.

- Ayahuasca é um caminho para o reencontro com o que temos de melhor em nós e com o Divino manifesto na Terra.

Estas afirmações, entretanto, serão inúteis se não forem fundamentadas nos fatos e comprovadas pela experiência de cada um.

OS NOMES DA AYAHUASCA:

Existem pelo menos 42 nomes indígenas para este preparado. É notável e significativo que pelo menos 72 tribos indígenas diferentes da Amazônia, não obstante as distâncias de suas separações geográficas, de idiomas e culturais, manifestem um conhecimento tão comum e detalhado da ayahuasca e de seu uso. Eis os principais nomes pelos quais a conhecem:

Natema, Yagé, Nepe, Ayahuasca, Santo Daime, Vegetal, Dapa, Pinde, Runipan, Bejuco Bravo; Bejuco de Oro; Caapi (Tupi, Brazil); Mado, Mado Bidada e Rami-Wetsem (Culina); Nucnu Huasca e Shimbaya Huasca (Quechua); Kamalampi (Piro); Punga Huasca; Rambi e Shuri (Sharanahua); Ayahuasca Amarillo; Ayawasca; Nishi e Oni (Shipibo); Ayahuasca Negro; Ayahuasca Blanco; Ayahuasca Trueno, Cielo Ayahuasca; Népe; Xono; Datém; Kamarampi; Pindé (Cayapa); Natema (Jivaro); Iona; Mii; Nixi; Pae; Ka-Hee' (Makuna); Mi-Hi (Kubeo); Kuma-Basere; Wai-Bu-Ku-Kihoa-Ma; Wenan-Duri-Guda-Hubea-Ma; Yaiya-Suava-Kahi-Ma; Wai-Buhua-Guda-Hebea-Ma; Myoki-Buku-Guda-Hubea-Ma (Barasana); Ka-Hee-Riama; Mene'-Kají-Ma; Yaiya-Suána-Kahi-Ma; Kahí-Vaibucuru-Rijoma; Kaju'uri-Kahi-Ma; Mene'-Kají-Ma; Kahí-Somoma' (Tucano); Tsiputsueni, Tsipu-Wetseni; Tsipu-Makuni; Amarrón Huasca, Inde Huasca (Ingano); Oó-Fa; Yahé (Kofan); Bi'-ã-Yahé; Sia-Sewi-Yahé; Sese-Yahé; Weki-Yajé; Yai-Yajé; Nea-Yajé; Noro-Yajé; Sise-Yajé (Shushufindi Siona); Shillinto (Peru); Nepi (Colorado); Wai-Yajé; Yajé-Oco; Beji-Yajé; So'-Om-Wa-Wai-Yajé; Kwi-Ku-Yajé; Aso-Yajé; Wati-Yajé; Kido-Yajé; Weko-Yajé; Weki-Yajé; Usebo-Yajé; Yai-Yajé; Ga-Tokama-Yai-Yajé; Zi-Simi-Yajé; Hamo-Weko-Yajé (Sionas do Putomayo); Shuri-Fisopa; Shuri-Oshinipa; Shuri-Oshpa (Sharananahua).

Ayahuasca ou Ayawasca ou cayahuasca, jayahuasca ou xayahuasca, aioasca, auasca, uasca é uma palavra do idioma Quéchua que significa "cipó dos espíritos", “chicote da alma” ou ainda “vinho dos espíritos” ou mesmo "vinho da vida". É o nome mais usado pelos índios do Altiplano Andino que falavam o Quéchua, e foi dado em homenagem a um dos últimos Incas, o Príncipe Huaskar, que desapareceu por ocasião da conquista espanhola. O conquistador Cortez se aproveitou disso para acusar o irmão de Huaskár - o Imperador Inca Atahualpa – pelo seu desaparecimento e suposto assassinato, e assim justificar a tortura e a morte em praça publica do Imperador, a mando do tribunal da Santa Inquisição. Na verdade o tal assassinato jamais ocorreu, pois o Inca Huaskar, segundo a lenda, fugiu para a Floresta Amazônica, onde se integrou, e depois de sua morte seu nome passou a ser dado ao chá feito a partir da cocção do CIPÓ MARIRI ou JAGUBE (Banisteriopsis Caapi) com a folha da CHACRONA (Psychotria Viridis). Aya significa ALMA e Huaska significa CHICOTE, significando, pois CHICOTE DA ALMA.

NATEMA é o nome dado pelos nativos Jivaro. O termo espanhol significa, literalmente, corda da morte (corda = cipó).

YAGÉ significa em língua tupy pronuncia Ya-hay "sonho azul", devido à coloração azul de suas mirações. A origem indígena do Yagé é a tribo dos Putumayos, do norte do Peru e da floresta amazônica brasileira.

SANTO DAIME é o nome dado pelo Mestre Raimundo Irineu Serra a Ayahuasca, quando cristianizou o chá para uso no contexto urbano.

VEGETAL - HOASKA é o nome adotado pelo Mestre José Gabriel da Costa, quando criou a União do Vegetal.

ESTADOS ALTERADOS DA CONSCIÊNCIA PELA AYAHUASCA:

A Ayahuasca é um meio de expansão da consciência, sendo que o estado de transe e extase é parte da prática religiosa de milhões de pessoas.

Para o espiritismo o transe é condição necessária para possibilitar a comunicação com os espíritos dos mortos; o médium, em transe, emprestaria seu corpo para que um espírito o usasse como veículo de sua manifestação.

A Ayahuaska joga rapidamente as ondas cerebrais de ALFA para TETA, levando para uma zona da memória onde toda a vivencia irá se desenvolver, buscando e rememorando a vida interior do corpo (genética e hereditária) e a vida exterior ou social da pessoa, no presente, passado e futuro, e abrindo para a paranormalidade.

MUDANÇAS INTERNAS DO ORGANISMO DURANTE O TRANSE:

A ingestão da Ayahuasca provoca uma mudança física, afetando diretamente o cérebro, cuja freqüência de ondas passa do nível BETA (ativo) para o nível ALFA (relaxado, entre 8 e 12 Hz) ou TETA (profundamente relaxado, entre 5 e 8 Hz). Simultaneamente ocorre redução do ritmo respiratório de 12-14 para 4-6 vezes por minuto, redução de oxigenação em até 20 por cento, redução do ritmo metabólico de 25 a 30 por cento, redução da pressão sangüínea, mudança no pH e nos níveis de bicarbonato de sódio do sangue, aumento da resistência da pele, bem como aumento da acuidade e sensibilidade da audição, da visão, e do tato. Ou a DELTA quando atingimos o ÊXTASE.

REAÇÕES FÍSICAS do CORPO DURANTE O TRANSE:

Dificilmente as ondas do cérebro serão alteradas sem alterar o organismo físico como um todo. Um está ligado ao outro, e naturalmente a alteração vai afetar todo o sistema nervoso. Sendo assim é inevitável que também os movimentos do esôfago e dos nossos intestinos sejam alterados, dependendo mais ou menos do estado de ansiedade e das condições físicas em que o indivíduo em questão se encontra no momento que passa pela experiência, podendo ocorrer eliminação de líquidos e substâncias aquosas retidas em algumas das dobras profundas dos mesmos, ocasionando um intenso bem estar em seguida.

REAÇÕES DURANTE O TRANSE QUE OCORREM NO CÉREBRO:

Passando para o estado ALFA o cérebro passa naturalmente a funcionar com ondas mais calmas do que as do dia-a-dia, as BETAS, e tem a natural tendência de deter o fluxo dos pensamentos vagabundos, duais, que o habitam; trazendo um inegável bem estar, repassado para o corpo físico todo, tanto que mesmo a dor e as infecções tendem a diminuir durante o tempo em que a mente permanece em estado ALFA.

Quando estas mudanças celulares eletroquímicas ocorrem, o aumento da atividade dos neurônios é inevitável, tendo a pessoa à impressão clara de que estava dormindo e acordou de repente, remodelando as redes neurais que estavam desconexas, fazendo com que o neocórtex (pensamento e intelecto), o sistema límbico e o tálamo (sensação e emoção) e o bulbo raquiano (intuição e inconsciente) se comuniquem. Restabelecida esta conexão, costumamos sentir que "estamos salvos", no plural.

O TRANSE LEVA À PARANORMALIDADE. Os TIPOS de Paranormalidade são:

Telepatia - Faculdade onde o sensitivo mantém comunicação com outra pessoa à distância. Pode também se comunicar com espíritos, elementais ou "coisas".

Clariaudiência - Captação hiperfísica nos ouvidos humanos, podendo ser ouvidos até sons de outras galáxias.

Clarividência ou Miração - O sensitivo consegue ver o que se passa em outros planos, como seres ou "coisas" que dele se aproximam no campo astral.

Psicometria - Captação pelo toque das mãos em qualquer objeto ou superfície.

Psicografia – Capacidade paranormal de “receber mensagens por escrito” de outros planos (como os Ícones cantados nos Trabalhos)

Inspiração - O sensitivo consegue captar idéias que fluem pelo espaço, dentro de uma vibração semelhante à sua.

Intuição - Manifestação vinda do Mestre Interior.

Incorporação - Manifesta-se através do movimento do corpo, podendo haver também uma manifestação simultânea de clariaudiência e/ou de clarividência.

Transfiguração - Mudança de aspecto físico.

Hiperestesia Indireta do Pensamento (HIP) - "Leitura" do pensamento (através da linguagem corporal; capacidade de "ouvir" o pensamento à curta distância, poucos metros).

Pantomnésia - Capacidade do Inconsciente de se lembrar de tudo.

Talento do Inconsciente - Inteligência e raciocínio do Inconsciente.

EFEITOS ESPIRITUAIS DO ÊXTASE:

O Êxtase, do grego "ex stasis", significa literalmente "ficar fora", “estar fora”, isto é, "libertar-se" da dicotomia da maior parte das atividades humanas. Êxtase é o termo exato para a intensidade de consciência que ocorre no ato criativo. Não é algo irracional: é supra-racional. Une o desempenho das funções intelectuais, volitivas e emotivas, provocando instantânea mudanças de comportamento.

O cérebro ao entrar em Êxtase vai começar a funcionar em ondas celebrais TETA profundo, não raro inconsciente sem a Ayahuasca com o chá este estado fica plenamente concentrado intensamente e consciente. Quando inconsciente e porque entrou em DELTA, que sobre efeito do chá são poucos minutos, levando a experiência da imitação da morte.

O ÊXTASE elimina a separação entre objeto e sujeito alargando as fronteiras da consciência humana, levando o sujeito à CRIATIVIDADE.

Seus efeitos são:

Oferece a certeza, a sensação de que “nada pode nos acontecer que já não nos pertença, guardado no nosso ser mais secreto”.

Unidade, pois o individuo sente que a separação entre ele e um objeto exterior não se faz mais presente, embora saiba, ao mesmo tempo, que, num outro nível ele e os objetos (animados e inanimados) estão separados.

Transcendência do Tempo e do Espaço, ao experimentar a sensação de eternidade ou infinidade.

Altruísmo (transcendência do EGO) e sentimento de Humildade, pois a pessoa está mais capacitada a ouvir seu SER interior, superando a ansiedade, a inibição, a defesa, o controle, o conflito da loucura e da morte, e isto vale dizer que o medo diminui na vida pratica.

Profunda sensação Interior de positividade, despertando alegria, bem-aventurança e PAZ.

Sacralidade, o respeito e admiração em relação à presença de realidades inspiradoras.

Objetividade e realidade, dadas pelos insights, ou iluminação a nível não racional, obtida por experiência direta

Paradoxalidade, experiências místicas que podem ser contraditórias, como “O Eu Existe e Não Existe”.

Persistentes Mudanças de Comportamento em relação ao EU, em relação à VIDA, em relação à própria experiência mística.

Livre-arbítrio ampliado devido à sensação de estar ativo, de se tornar o centro criativo de suas próprias atividades e de suas próprias percepções, mais autônomo, um agente livre, desta forma ampliando os próprios horizontes e conseqüentemente o LIVRE-ARBÍTRIO.

SOBRE A PURIFICAÇÂO:

PURIFICAÇÂO é o nome dado ao processo de descondicionamento de antigas couraças, musculares e psíquicas, tanto no plano físico, como no plano do corpo astral.

A PURIFICAÇÂO pode ocorrer em qualquer momento do Trabalho, ela atua tanto física, quanto mental e espiritualmente, através das aberturas do corpo.

Os Xamãs a chamam "Peia", ou "Chicote de DEUS". Ela desbloqueia as nossas resistências físicas, há muito enraizadas nos músculos, como também a RESISTÊNCIA interna a mudanças, ao novo.

A) A PURIFICAÇÂO PROMOVE ELIMINAÇÃO DE FLUÍDOS EXISTENTES NAS DOBRAS DO ESTÔMAGO QUE GERAM DOENÇAS. É crença geral que no momento em que contraímos a IDÉIA de uma doença ou de um mal, seja ele qual for, este pressentimento impregna o ar e vem em nossa direção, criando a energia geradora daquele mal, gerado nas entranhas dos intestinos. Enquanto esta energia não for expelida, a doença não pára de ativar seus efeitos, atraindo coisas específicas daquela vibração para o nosso corpo.

B) A AYAHUASKA PROMOVE A PURIFICAÇÂO NA LINGUAGEM-PENSAMENTO. Devido à fragmentação da linguagem (que provoca a desestrutura do pensamento) os pensamentos e as emoções se fragmentaram, causando grande dano mental e emocional, seja por qual razão ocorra. Quais os EFEITOS desta fragmentação e como agem em longo prazo? Agem sozinhos, nas horas menos previsíveis: parecem ter vontade própria. É o VERBO em estado caótico procurando se acomodar na nova ordem mental da mistura das letras geradas no mecanismo automático do pensamento.

C) A AYAHUASKA PROMOVE A PURIFICAÇÂO NAS FORMAS FRAGMENTADAS DE EMOÇÕES. Trata-se de formas de EMOÇÃO não domesticadas, desprendidas e atraídas pela EMOÇÃO e que ganham vida pela palavra. São o que figuradamente podemos chamar do lixo das palavras que sobraram no plano mental coletivo.

OUTROS EFEITOS DA AYAHUASCA:

DIMINUI A DEPRESSÃO, religando ao Principio Divino, gradualmente.

AJUSTA OS CORPOS SUTIS, pois são sete os planos de manifestação da vida neste planeta que nos permitem viver num corpo físico. Os sete planos, juntos, compõem o nosso corpo astral. A religação consiste em ajustar ou religar os sete corpos sutis criando HARMONIA, que se manifesta, no campo físico, pela harmonia entre pensamentos, sentimentos e a linguagem ou fala.

ATIVA a MEMÓRIA, estimulando os neurônios. Para isso são usados cantos arcaicos, de sílabas sonorizadas, que expressam a linguagem simbólica e têm como objetivo trazer as forças da Natureza e do Cosmos para a experiência humana que, desde o começo de sua presença na Terra, insiste em restabelecer o contato com o Divino.

O canto reconecta a Memória com o Sagrado, principalmente quando pronunciamos as sílabas dirigidas para o topo da cabeça. Está técnica ajuda a diminuir os pensamentos "vagabundos" que povoam a nossa imaginação.

Os CANTOS ou ÍCONES são usados no sentido de buscar a consciência das palavras e das estruturas lingüísticas, com percepção clara do Poder da Linguagem formulada pelo cérebro, assim como da Palavra dita em Voz Alta. Estudando a estrutura das palavras saberemos porque um povo age de determinada maneira e não de outra forma.

A música é capaz de ativar o fluxo de memórias acumuladas, através do "corpus callosum" - uma porção de fibras que ligam os hemisférios direito e esquerdo do cérebro - ajudando ambos a trabalhar em harmonia, estimulando as endorfinas, opiáceos naturais segregados pelo hipotálamo, que produzem um sentimento de embriaguez, como o de estar apaixonado.

Ajustando desta forma a emoção e a razão, acabamos de vez com a guerra existente entre estes dois lados da cabeça. Não há como acabarmos com as guerras exteriores e mundiais se não acabarmos primeiro com as desavenças dentro de nosso próprio cérebro.

O SOM DO MARACÁ COMO ELEMENTO DE RESTAURAÇÃO:

Nas técnicas xamânicas usam-se os Maracás, pois eles possuem o poder de restauração da saúde, eliminando obsessões de origem astral vindas de forças estranhas ao ser humano. Esses obsessores tanto podem ter origem em elementos da natureza, como em pensamentos das pessoas, e acabam ganhando vida própria.

O resultado geral do uso da Ayahuaska pode ser descrito como a pacificação gradual da personalidade, diminuindo a ansiedade, eliminando o mau humor, e equilibrando o sistema nervoso – a razão e a emoção.

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